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Espaço de João AntónioO aluno velho (Que quer apanhar o tempo) |
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O Meu Banner Para ti amigo se o quizeres no teu espaço aqui fica o código,leva-o. <a href=http://canojoao.spaces.live.com/
♪Marღ Calmo♪wrote:
Meu Querido Padrinho
Feliz Semana..
Meu carinho..
Te adoro!!
Beijos da afilhada..Lena ![]() ![]()
5 hours ago
fatima mariawrote:
meu doce amiguinho hoje nao podia deixar de passar por aqui,pois é dia do teu aniversári..beijocas e tudo de bom para ti.
tua amiga que muito te considera..
23 hours ago
Alpha Leninhawrote:
![]() Meu querido amigo, estou meio ausente dos blogues; contudo não poderia deixar de vir aqui para cumprimentá-lo neste seu Dia especial. Desejo-lhe muitas alegrias, muita saúde! Parabéns!! FELIZ ANIVERSÁRIO!!! Um grande abraço!
1 day ago
Vera Regina Cazaubonwrote:
Bom dia mado amigo, hoje é seu grande dia, uma beijoka de parabéns em seu lindo coração de diamante.
Aluno Velho
No livro de tua existência, escreveste com caligrafia marcante Teu dia a dia nas folhas hoje, envelhecidas e amareladas pelo tempo Registrando as sementes que plantaste, em terras áridas ou produtivas Das ações praticadas, és consciente, que olhaste além de ti, à humanidade. Semeaste honestidade, união e amor, que trouxeste em tua bagagem afetiva Às vezes em corações iluminados, outras vezes, em corações endurecidos. E na hora da colheita, por certo de belas flores e saborosos frutos O Aluno Velho se pergunta, onde errei, apesar da sabedoria? Não erraste na semeadura e no cultivo, cada um tem seu Livre Arbítrio E tua colheita é a certeza do dever cumprido e com alegria entender Que como Aluno Velho, recebeste o Diploma da Faculdade da Vida E sabes que, mesmo que o tempo vergue a árvore e que o vento deixe os galhos em nudez, a raiz se fixa para vencer.
1 day ago
Florwrote:
1 day ago
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January 01 O VELHO SUMIU
December 19 MEU PEDIDO AO PAI NATAL
December 11 MAIS UM NATAL
November 27 AFINAL FIQUEI COM TODOS OS OSSOS (NA MESMA)
November 21 Vão mexer nos meus ossos,será agora?
November 13 VOU LENDO
October 28 É HALLOWEEN!October 10 A VIDA
September 20 AUSÊNCIA
August 21 A LÁGRIMA![]() Passeava os olhos por um livro de poemas,quando reparei nesta obra de Guerra Junqueiro e que um dia tive o previlégio de ouvir pela voz de Maria Dulce,quero passar para os amigos esta maravilha.
-----A LÁGRIMA-----
Manhã de Junho ardente.Uma encosta escalvada,
Seca,deserta e nua,à beira de uma estrada.
Terra ingrata,onde a urze a custo desabrocha,
Bebendo o Sol,comendo o pó,mordendo a rocha.
Sobre uma folha hostil duma figueira brava,
Mendiga que se nutre a pedregulho lava.
A aurora desprendeu,compassiva e divina,
Uma lágrima etérea,enorme e cristalina.
Lágrima tão ideal,tão límpida que,ao vê-la,
Elmos,lanças,clarins,trinta pendões ao vento.
-«No meu diadema,disse o rei,quedando o olhar,
Há safiras sem conta e brilhantes sem par.
Há rubis orientais,sangrentos e doirados,
Como beijos de amor a arder,cristalizados.
Há pérolas que são gotas de mágoa imensa,
Que a Lua chora e verte e o Mar gela e condensa.
Pois brilhamtes,rubis e pérolas de Ofir
Tudo isso eu dou,e vem,ó lágrima,fulgir.
Nesta coroa orgulhosa,olímpica e suprema,
Vendo o globo a meus pés do alto do teu diadema!»
E a lágrima celesta,ingénua e liminosa,
Ouviu,sorriu,tremeu,e quedou silenciosa.
Couraçado de ferro,épico e deslumbrante,
Passa no seu ginete um cavaleiro andante.
E o cavaleiro diz á lágrima irisada:
«Vem brilhar,por Jesus,na cruz da minha espada,
Far-te-ei relampejar,de vitória em vitória,
Na Terra Santa,à luz da Fé,ao sol da Glória!
E à volta há-de guardar-te a minha noiva,ó astro,
Em seu colo auroreal de rosa e de alabastro.
E assim alumiarás com teu vivo esplendor,
Mil combates de heróis e mil sonhos de amor!»
E a lágrima celeste,ingénua e luminosa,
Ouviu,sorriu,tremeu,e quedou silenciosa.
Montado numa mula escura,de caminho,
Passa um velho judeu avarento e mesquinho
Mulas de carga atrás levavam-lhe o tesoiro,
Grandes arcas de cedro abarrotadas d'oiro.
E o velhinho andrajoso e magro como um junco,
O crânio calvo,o olhar febril,o bico adunco.
Vendo a estrela,exclamou:«Oh Deus que maravilha,
Como ela resplandece e tremeluz e brilha!
Com meu oiro em montão podiam-se comprar
Os impérios dos reis e os navios do mar.
E por esse diamante esplêndido trocara
Todo o meu oiro imenso a minha mão avara!»
E a lágrima celeste,ingénua e luminosa,
Ouviu,sorriu,tremeu,e quedou silenciosa.
Debaixo da figueira então um cardo agreste,
Já ressequido,disse à lágrima celeste:
«A terra onde o lilás e a balsamina medra,
Para mim teve sempre coração de pedra.
Se,a queixar-me,ergo ao Céu os braços por acaso,
O Céu manda-me em paga o fogo em que me abraso.
Nunca junto de mim ranchos de namorados
Debandaram,cantando,em noites estreladas...
Voa a ave no azul e passa longe o amor,
Porque ai!Nunca dei sombra e nunca tive flor!...
Ó lágrima de Deus,ó astro,ó gota d'água,
Cai na desolação desta infinita mágoa!»
E a lágrima celeste,ingénua e luminosa,
Tremeu,tremeu,tremeu...e caiu silenciosa!...
E algum tempo depois o triste cardo exangue,
Reverdecendo,dava uma flor cor de sangue,
Dum roxo macerado e dorido e desfeito,
Como as chagas que tem Nosso Senhor no peito.
E ao cálix virginal da pobre flor vermelha
Ia buscar,zumbindo,o mel doirado a abelha!...
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